Temor, medo: a mesma coisa... : Religiões, Crenças & Teologia
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Temor, medo: a mesma coisa...

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Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor Nanda Lima em 03 Set 2009 14:27

Os religiosos da vertente cristã falam muito em "TEMOR A DEUS". Entre as Testemunhas de Jeová isto parece ser ainda mais comum. Mas, o que é, exatamente, temer à Deus? :?:
Para mim, temor é usado neste caso como um eufemismo no lugar de MEDO. Afinal de contas, ninguém quer ser castigado, ir para um inferno ou morrer esturricado no Armagedom, não é mesmo? :9
Sofrimento, castigo, destruição, fogo, tortura... Como não ter medo/pavor de tais coisas, e, consequentemente, de um ser que tenha (na concepção dos que crêem) o poder para nos inflingir tantas penas!
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor ELZA ARROIO em 03 Set 2009 14:54

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Tende temor, mas não tenhais medo!
Arquivado em: Formação Humana — vidanova at 9:09 am on sexta-feira, junho 27, 2008
O Evangelho de Mateus 10, 26-33 oferece várias sugestões, mas todas podem se resumir nesta frase aparentemente contraditória: «Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno». Não devemos ter temor nem medo dos homens; de Deus devemos ter temor, mas não medo.

Portanto, há uma diferença entre medo e temor; tentemos compreender por que e em que consiste. O medo é uma manifestação de nosso instinto fundamental de conservação. É a reação a uma ameaça para nossas vida, a resposta a um verdadeiro ou suposto perigo: desde o perigo maior, que é o da morte, aos perigos particulares que ameaçam a tranqüilidade ou a incolumidade física, ou nosso mundo afetivo.

Segundo se trate de perigos reais ou imaginários, fala-se de medos justificados e de medos injustificados ou patológicos. Como as doenças, os medos podem ser agudos ou crônicos. Os medos agudos foram determinados por uma situação de perigo extraordinária. Se estou a ponto de ser atropelado por um carro, ou começo a sentir que a terra treme sob meus pés por causa de um terremoto, então estou diante de medos agudos. Esses sustos surgem improvisadamente, sem avisar, e assim desaparecem ao terminar o perigo, deixando talvez uma má recordação. Os medos crônicos são os que convivem conosco, que se convertem em parte de nosso ser, e inclusive acabamos nos acostumando com eles. Nós os chamamos de complexos ou fobias: claustrofobias, agorafobia, etc.

O evangelho nos ajuda a libertar-nos de todos estes medos, revelando o caráter relativo, não absoluto dos perigos que os provocam. Há algo de nós que ninguém nem nada no mundo pode tirar-nos ou ferir: para os fiéis, trata-se da alma imortal; para todos, o testemunho da própria consciência.

Algo muito diferente do medo é o temor de Deus. O temor de Deus se aprende: «Vinde, filhos, escutai-me: eu vos instruirei no temor do Senhor» (Salmo 33, 12); pelo contrário, o medo, não tem necessidade de ser aprendido no colégio; a natureza se encarrega de infundir-nos medo.

O mesmo sentido do temor de Deus é diferente do medo. É um elemento de fé: nasce da consciência de quem é Deus. É o mesmo sentimento que se apodera de nós diante de um espetáculo grandioso e solene da natureza. É o sentimento de sentir-nos pequenos diante de algo que é imensamente maior que nós; é surpresa, maravilha, mescladas com admiração. Diante do milagre do paralítico que se levanta e caminha, pode ler-se no evangelho, «o assombro se apoderou de todos, e glorificavam a Deus. E cheios de temor, diziam: ‘hoje vimos coisas incríveis’» (Lucas 5, 26). O temor, neste caso, é o outro nome da maravilha, do louvor.

Este tipo de temor é companheiro e aliado do amor: é o medo de desagradar o amado que se pode ver em todo verdadeiro enamorado, também na experiência humana. Com freqüência é chamado «princípio de sabedoria», pois leva a tomar decisões justas na vida. É nada mais e nada menos que um dos sete dons do Espírito Santo (cf. Isaías 11, 2)!
Como sempre, o evangelho não só ilumina nossa fé, mas nos ajuda também a compreender nossa realidade cotidiana. Nossa época foi definida como uma época de angústia (W. H. Auden). A ansiedade, filha do medo, converteu-se na doença do século e é, dizem, uma das principais causas da multiplicação dos infartos. Como explicar este fato se hoje temos muitas mais seguranças econômicas, seguros de vida, meios para enfrentar as enfermidades e atrasar a morte?

O motivo é que diminuiu, ou totalmente desapareceu em nossa sociedade o santo temor de Deus. «Já não há temor de Deus!», repetimos às vezes como uma expressão, mas que contém uma trágica verdade. Quanto mais diminui o temor de Deus, mais cresce o medo dos homens! É fácil compreender o motivo. Ao esquecer de Deus, colocamos toda a nossa confiança nas coisas daqui debaixo, ou seja, nessas coisas que, segundo Cristo, o ladrão pode roubar e a traça pode comer (cf. Lucas 12, 33). Coisas aleatórias que nos podem faltar em qualquer momento, que o tempo (a traça) come inexoravelmente. Coisas que todos queremos e que por este motivo desencadeiam competição e rivalidade (o famoso «desejo mimético» do qual fala René Girard), coisas que é preciso defender com os dentes e às vezes com as armas na mão.

A queda do temor de Deus, em vez de libertar-nos dos medos, impregnou-nos deles. Basta ver o que acontece na relação entre os pais e os filhos em nossa sociedade. Os pais abandonaram o temor de Deus e os filhos abandonaram o temor dos pais! O temor de Deus tem seu reflexo e seu equivalente na terra no temor reverencial dos filhos pelos pais. A Bíblia associa continuamente estes dois elementos. Mas o fato de não ter temor algum ou respeito pelos pais faz que os jovens de hoje sejam mais livres ou seguros de si? Sabemos que não é assim.

O caminho para sair da crise é redescobrir a necessidade e a beleza do santo temor de Deus. Jesus nos explica precisamente no evangelho que a confiança em Deus é uma companheira inseparável do temor. «Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais».

Deus não quer provocar-nos temor, mas confiança. Justamente o contrário daquele imperador que dizia: «Oderint dum metuant»(que me odeiem tanto até que me temam!). É o que deveriam fazer também os pais terrenos: não infundir temor, mas confiança. Dessa forma se alimenta o respeito, a admiração, a confiança, tudo o que implica o nome de «santo temor».

Fonte: Frei Raniero -
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor Nanda Lima em 03 Set 2009 14:59

A teoria é linda... A prática é outra...
Se não houvesse a promessa de ir para um paraíso (seja celeste ou terreno) para os fiéis, e de punição eterna (ou destruição eterna) para os infiéis, será MESMO que a grande maioria das pessoas iriam às igrejas, contribuiriam com seu dinheiro e tempo para as denominações? Aliás, será que haveria tantas denominações? DUVIDO MUITO!!! :4
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor Rogério em 03 Set 2009 15:04

Bom, na visão que aprendi na dungeon de vigia, o “temor” seria o temor piedoso, algo como Jeová é o senhor supremo e este senhor supremo deve ser obedecido e temido.

Minha visão: todo o caminho espiritual possui uma espécie de “destino não desejável”. O “destino não desejável” normalmente é de ordem metafísica como uma realidade paralela onde há sofrimento de algum tipo.
Creio que na verdade, reinos tais como “céus” e “infernos” nada mais são do que metáforas para se você se comportar dentro de determinadas premissas, coisas boas vão lhe suceder: Como a honestidade lhe torna uma pessoa mais confiável e passível de ser recompensada de alguma forma por isso (um céu)
A desonestidade contudo lhe tornará uma pessoa não confiável e passível de ser punida por outros(um inferno)

Se considerarmos Deus como a ordem no universo, verificaremos que o céu ou o inferno adveém da lei de causa e efeito proveniente de nossas ações: Céu para boas atitudes e inferno para as más.

Namastê :7
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor Pássaro em 03 Set 2009 15:08

Temor, ou terror? Entre as tjs impera o terror piedoso, pois o cristianismo é mais que deturpado, em sua essência!
O barco da torre tá afundando?
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor ELZA ARROIO em 03 Set 2009 15:08

NANDA a promessa da vida eterna faz parte do PACOTE CRISTÃO, mas eu creio que as pessoas procuram uma igreja para buscar DEUS e preencher UM VAZIO...

Acredito que a religião faz bem para a sociedade....
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor Ane Souza em 03 Set 2009 15:36

Elza, achei lindo o texto! Mas como a Nanda disse, a prática é um pouquinho diferente.
Infelizmente a palavra "temor" nada mais é do que "medo" em latim - "timor".
E ademais, sendo Frei, o autor obviamente estudou latim no seminário (é basicamente uma obrigatoriedade), e simplesmente ignorou a origem da palavra no texto...
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor zero à esquerda em 03 Set 2009 16:17

Para as Testemunhas de Jeová, esse "temor" é medo mesmo. Quem cresce lá dentro aprende que "Deus castiga", "Jeová não gosta" e no final das contas passa a viver sempre acuado, ameaçado, sob pressão. Depois ouve dizer que "Deus é misericordioso".
Resumo da ópera: é uma confusão danada e a pessoa só vai formar uma opinião a respeito de Deus (se ele existe, inclusive), depois que se liberta e passa a interpretá-lo à sua maneira.
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor Nanda Lima em 03 Set 2009 16:19

zero à esquerda escreveu:Resumo da ópera: é uma confusão danada e a pessoa só vai formar uma opinião a respeito de Deus (se ele existe, inclusive), depois que se liberta e passa a interpretá-lo à sua maneira.


Foi o que aconteceu comigo... :7
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor gerri em 03 Set 2009 20:32

A religião só se mantem pelo medo !
A religião é o ópio do povo.
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor Aprendiz de Cristo em 12 Set 2009 22:36

Minha opinião:

Medo e temor apesar destas palavras terem a mesma origem. Na prática expressam sentimentos bem diferentes.

O medo é um sentimento terrível causado por ameaças, seja o agente causador real ou não. Produz inquietação, preocupação, enfim tira a paz de uma pessoa.

A bíblia diz que Jesus sentiu pavor ante o cálice que lhe estava proposto. (Mc 14:33)

Temor na realidade envolve outros sentimentos tipo: respeito, reconhecimento, gratidão, confiança (cuja base é o amor, a bondade), este conjunto de sentimentos produzem paz, alegria e resultam em adoração.

Sentimentos como estes não são impostos, mas conquistados. Fruto de um relacionamento.

Afinal como é que eu vou respeitar, amar, confiar numa pessoa se eu me sentir ameaçada por ela?

No amor não existe medo; Antes, o perfeito amor lança fora o medo.
Ora, o medo produz tormento; logo aquele que teme não é aperfeiçoado no amor
(I Jo 4:18)

Medo é algo que não condiz com o fruto do Espírito. (Gl 5:22)

Nanda Lima escreveu
... Como não ter medo/pavor de tais coisas, e, consequentemente, de um ser que tenha (na concepção dos que crêem) o poder para nos inflingir tantas penas!


Essa resposta é entre cada um e Deus. Depende de se conhecer Deus, de se ter intimidade com ele. E não de vê-lo através da opnião e/ou regras impostas pelos outros.

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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor Habib Marwan em 12 Set 2009 23:40

Acredito que a palavra não importa. O que importa é o sentimento que a palavra descreve na pessoa. Alguem pode dizer que teme ser assaltado, ou temer pela vida de um amigo. Pode também ter medo de um bandido conhecido na comunidade ou ter medo de desagradar os pais.
Não concordo em determinar o padrão do sentimento através da palavra: "Voce não deve ter medo de Deus, mas deve temer a ele" sem explicar o que se quer dizer com a palavra.
No caso das Testemunhas de Jeová, a torre explica sim o que ELES querem dizer com cada uma dessas palavras. Mas, se temer significa apenas o respeito, simplesmente o cuidado de não desagradar, esse sentimento não poderia ser direcionado a um Deus que 'acendia frequentemente a sua ira contra o seu povo' e que amaldiçoava sua própria nação com doenças quando era desagradado.
Como, por exemplo, eu poderia provar que amo realmente alguém que diz claramente que me mataria se eu o abandonasse?
O Deus de Israel tinha fama de vingativo. Tanto é que Jó, no episódio do seu sofrimento sem saber do que estava acontecendo, atribuiu a Deus as desgraças que lhe sobrevinha. Seus "amigos" tinham certeza que ele havia feito algo que desagradou a Deus, e que Ele o estava gastigando.
Era isso o que eles esperavam.
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor kooboo em 14 Set 2009 14:18

Nanda Lima escreveu:A teoria é linda... A prática é outra...
Se não houvesse a promessa de ir para um paraíso (seja celeste ou terreno) para os fiéis, e de punição eterna (ou destruição eterna) para os infiéis, será MESMO que a grande maioria das pessoas iriam às igrejas, contribuiriam com seu dinheiro e tempo para as denominações? Aliás, será que haveria tantas denominações? DUVIDO MUITO!!! :4


Nanda,
vou tentar de explicar de forma simples...
Medo voce tem de um bicho que pode te atacar.
O seu Chefe que pode te demitir, voce teme.

Mas no caso de Deus, ele o bicho que pode te atacar, inclusive se voce nao respeita-lo ou não tiver temor por Ele.
ou seja, o individuo ta F... de qualquer jeito...
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor livre_e_feliz em 14 Set 2009 14:35

A Nanda tem razão, as palavras são sinónimos. Penso que a palavra temor é que é mal aplicada. O que eles querem dizer com temor é reverência, respeito, veneração. O que motiva o comportamento nestes casos não é o temor, ou medo, mas sim a majestade e a grandiosidade de quem se "teme".

Quando agimos por medo, agimos com receio das consequências.

No entanto, seguindo a moda das teorias da conspiração, acho que o uso destas palavras não é uma falha na tradução. É uma forma subtil de instilar medo nos crentes, chamando-lhe uma palavra mais ambígua. Nisso, as religiões são mestres. Jogam com a semântica mas o objectivo é o mesmo - seja por medo, seja por respeito, quer-se que o crente obedeça, sem fazer muitas perguntas, convencido que serve o ser mais importante do Universo...
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Re: Temor, medo: a mesma coisa...

Nova mensagempor Aprendiz de Cristo em 16 Set 2009 11:44

Habib Marwan escreveu
O Deus de Israel tinha fama de vingativo. Tanto é que Jó, no episódio do seu sofrimento sem saber do que estava acontecendo, atribuiu a Deus as desgraças que lhe sobrevinha. Seus "amigos" tinham certeza que ele havia feito algo que desagradou a Deus, e que Ele o estava gastigando.

Era isso o que eles esperavam.


É muito interessante a história de Jó.

A visão que Deus tinha dele era:

E disse o SENHOR a Satanás: Observaste a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.(Jo 1:8)

Mas qual era a visão que Jó tinha de Deus? Qual o sentimento, a base de sua relação Temor... Medo?

Muitos acreditam q Jó era um homem de muita fé.
admito que seria muito dificil alguém ouvir qualquer coisa estando na situação dele.

Mas por que Jó não foi a Deus (guardando-se possivelmente o tempo dele se refazer do impacto) qdo tão gde desgraça se abateu sobre sua vida?

Se Jó conhecia Deus, se tinha confiança nele, onde está sua mensagem de esperança ante tão gde adversidade?


Em um breve resumo da história de Daniel, vemos que Jerusalém é invadida, Daniel perde tudo, e é levado cativo para servir ao rei Nabuconosor na Babilônia onde tem que enfrentar uma série de outras adversidades. É levado junto com muitos do seu povo. o que poderia levá-lo a achar que estava errado diante de Deus e que este o estava castigando.

Mas Daniel tem uma postura diferente em meio ao "caos" ele se mantém firme, confia em Deus e tem vitória para sí, para seu povo e até mesmo para seu suposto inimigo o rei Nabucodosonor.

Há dois momentos da história de Jó no que se refere a sua relação com Deus:

Um o referido episódio do seu sofrimento o outro suas declarações:

Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.
E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,
(Jo 1:25-26)

Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem, por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza (Jo 42:5-6)
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